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	<title>Arquivos Vida simples - Simplifique-Ser</title>
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		<title>Sobre padrões de Beleza (Tóxica)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Manuela Lima]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 31 Aug 2021 23:21:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ansiedade]]></category>
		<category><![CDATA[autoconhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[cotidiano]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quando eu era criança, na década de 80, o padrão de beleza era ser loira, alta, e ter o cabelo liso. Não por acaso, a maioria das apresentadoras infantis seguiam esse padrão. Eu mesma adorava a Xuxa. Também achava as Paquitas lindas. Mas eu nunca tive a pretensão de ser como elas. Vovó Hermínia era &#8230; <a href="https://simplifique-ser.com/artigos/sobre-padroes-de-beleza-toxica/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Sobre padrões de Beleza (Tóxica)</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-245" src="https://simplifique-ser.com/wp-content/uploads/2021/08/Cabelo-e1630451860157.jpg" alt="" width="1015" height="397" /></p>
<p>Quando eu era criança, na década de 80, o padrão de beleza era ser loira, alta, e ter o cabelo liso. Não por acaso, a maioria das apresentadoras infantis seguiam esse padrão. Eu mesma adorava a Xuxa. Também achava as Paquitas lindas.</p>
<p>Mas eu nunca tive a pretensão de ser como elas. Vovó Hermínia era uma mulher negra. Dela eu herdei alguns traços físicos como meu cabelo crespo e o formato de meu nariz. Sempre fui uma criança baixinha (e não desenvolvi muito minha estatura ao longo dos anos). Também era dentuça como a Mônica do Maurício de Souza (isso me rendeu uns bons anos de aparelho e tratamentos dentários). Então, quem era eu para ter pretensão de ser uma Paquita? Muitas meninas sonhavam com isso (até descoloriam o cabelo), mas eu não.</p>
<p>Achei fantástico quando surgiram na TV a Mara Maravilha (outra das minhas apresentadoras favoritas na época) e o Sérgio Mallandro. Uma mulher morena, com cabelo escuro (até fez um clipe caracterizada como índia). Um homem (e vamos dizer que ele não estava bem nos padrões de beleza masculinos da época, mas tinha uma personalidade fantástica). Não sabia na época, mas dentro de mim já havia uma inquietude que já me fazia questionar algumas coisas, mesmo que a criança que eu era não tinha consciência plena disso.</p>
<p>Eu sofri Bullying na escola, por vários anos. Meninos me chamavam de feia. Mas eu não ligava. Nem quando eu tive que usar um aparelho que parecia um capacete (o crescimento da minha mandíbula não acompanhava o resto do meu esqueleto, a minha idade). Isso em uma cidade pequena no Amazonas foi um fenômeno (final da década de 80. Espalharam um boato pitoresco, em que eu usava aquele equipamento porque supostamente havia sofrido um acidente de carro e quebrado a minha cabeça. Agora a cereja do bolo: Meus pais teriam morrido nesse alegado acidente. Além de tudo, eu era uma pobre orfã de cabeça quebrada. Coitada.</p>
<p>Felizmente, graças à boa educação dos meus pais, e acredito que por felizmente na época não existirem redes sociais, segui o tratamento com rigor e com sucesso. Não importava as críticas, eu sabia que teria benefícios a longo prazo.</p>
<p><img decoding="async" class="wp-image-246 aligncenter" src="https://simplifique-ser.com/wp-content/uploads/2021/08/Paquitas.jpg" alt="" width="528" height="358" srcset="https://simplifique-ser.com/wp-content/uploads/2021/08/Paquitas.jpg 500w, https://simplifique-ser.com/wp-content/uploads/2021/08/Paquitas-300x203.jpg 300w, https://simplifique-ser.com/wp-content/uploads/2021/08/Paquitas-442x300.jpg 442w" sizes="(max-width: 528px) 100vw, 528px" /></p>
<p>A única resistência que eu tinha, até meus 30 anos, era em relação ao meu cabelo. Ele é crespo (3B-3C). Quando eu tinha por volta de 9 ou 10 anos, minha mãe começou a alisar meu cabelo. Ela não fez por mal, era a moda da época.</p>
<p>Cabelo crespo sempre foi considerado feio, de pobre. Mesmo a pessoa tendo a pele clara, como é meu caso. Executivas não tinham cabelo crespo. Até atrizes, como Taís Araújo e Juliana Paes, tinham que alisar o cabelo se queriam um espaço na televisão. Há relatos, ainda hoje, de pessoas que não conseguiram uma vaga de emprego por causa do cabelo. E isso é deprimente, para dizer o mínimo.</p>
<p>Confesso que eu era uma criança um tanto preguiçosa, sempre odiei pentear meu cabelo. Porque dói às vezes (acredito que tenha sido por isso que mamãe me levava para alisar). Às vezes dá nó, uma das minhas últimas aquisições foi um pente elétrico desembaraçador (Ebay). Vou testar e depois conto.</p>
<p>Mas mesmo assim, decidi voltar a usar meu cabelo natural. Era dinheiro demais (alisamento). E eu perdia praticamente o dia todo no salão. Fora os tratamentos revolucionários, como passar óleo no cabelo e pranchar (o que rendeu ferimentos no meu couro cabeludo), produtos com mau cheiro e que me faziam tossir ou passar calor, entre outros eventos.</p>
<p>Decidi passar pela transição capilar. Houve um período de feiúra, onde eu ia trabalhar somente com o cabelo preso. Depois cortei o cabelo bem curto (mais críticas, pois não seria &#8220;feminino o suficiente&#8221;). Foi um processo de 3 anos, mas valeu muito a pena. Estou muito mais saudável e gosto muito mais da minha aparência.</p>
<p>Então, um conselho: Se ame como você é. Que prevaleça sua vontade e não a cobrança dos outros. O mundo sempre apontará defeitos. Não adoeça por isso.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Cringe: A nova &#8220;modinha&#8221; da Internet</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Manuela Lima]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 01 Jul 2021 17:10:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[autoconhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Vida simples]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Essa semana fiquei sabendo da nova gíria entre os &#8220;xóvens&#8221; (a chamada Geração Z), para definir pessoas da minha faixa etária: Cringe. Eu, como boa Millenial, já comecei a tirar sarro imediatamente. Desculpa, sociedade. Mas quem viveu a época sabe como era nosso senso de humor. Não  tinha essa de ficar &#8220;cancelando&#8221; as pessoas. E &#8230; <a href="https://simplifique-ser.com/artigos/cringe-a-nova-modinha-da-internet/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Cringe: A nova &#8220;modinha&#8221; da Internet</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Essa semana fiquei sabendo da nova gíria entre os &#8220;xóvens&#8221; (a chamada Geração Z), para definir pessoas da minha faixa etária: <strong>Cringe</strong>.</p>
<p>Eu, como boa Millenial, já comecei a tirar sarro imediatamente. Desculpa, sociedade. Mas quem viveu a época sabe como era nosso senso de humor. Não  tinha essa de ficar &#8220;cancelando&#8221; as pessoas. E olha que Bullying existia sim. Sei bem o que é ser uma adolescente nordestina recém-chegada em São Paulo nos anos 90 (até hoje escuto algumas coisas sobre meu sotaque). Mas, mesmo assim, considero que as coisas se resolviam de uma forma mais leve, se compararmos com hoje.</p>
<p>Como uma pessoa semi-idosa, rumo à terceira idade, como os meninos de hoje pensam (risos), fui educada para respeitar os mais velhos. Não é sermão, gente. Apenas existem coisas que considero desnecessárias. E ficar criando apelidos em inglês, como se não fôssemos descobrir, é risível (mais uma vez, desculpa a sinceridade). Foi a minha geração que inventou a Internet, onde vocês fazem suas dancinhas de Tik Tok, realmente não nascemos ontem.</p>
<p>As coisas que vocês consideram <strong>cringe</strong>,  ou <strong>brega</strong>, ou <strong>mico</strong>, fizeram a felicidade de muitas pessoas na minha adolescência. E ainda fazem, pois é natural do ser humano ser saudosista. &#8220;Friends&#8221; e &#8220;Seinfeld&#8221; foram meus seriados favoritos. Como eu não podia pagar TV à Cabo, sempre que ia para casa (faculdade). gravava uma fita cassete para assistir nas semanas em que não ia visitar meus pais (tempo + grana curta). O que mudou é que hoje o acesso à internet é facilitado, financeiramente falando.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-228" src="https://simplifique-ser.com/wp-content/uploads/2021/07/moca.jpeg" alt="" width="828" height="370" srcset="https://simplifique-ser.com/wp-content/uploads/2021/07/moca.jpeg 828w, https://simplifique-ser.com/wp-content/uploads/2021/07/moca-300x134.jpeg 300w, https://simplifique-ser.com/wp-content/uploads/2021/07/moca-768x343.jpeg 768w, https://simplifique-ser.com/wp-content/uploads/2021/07/moca-671x300.jpeg 671w" sizes="(max-width: 828px) 100vw, 828px" /></p>
<p>&#8220;Friends&#8221; ainda é legal. Basta assistir lembrando que foi algo de outra época, nós (sem exceção) estamos evoluindo. Vi alguns questionamentos raivosos de jovens na faixa dos 20 anos a respeito dos personagens, mas não vou entrar nesse mérito aqui. Já sentei com meus pais e assisti vídeos da década de 70 e achei muito bons (apesar da diferença gritante na tecnologia, obviamente). Um dos meus interesses de estudo é a História, acabo vendo esses seriados e filmes como uma espécie de documentário, pois nos dão uma ideia de como as pessoas viviam no passado, quais eram as crenças da época. E, com isso, ter a oportunidade de ver que muita coisa mudou, não necessariamente para melhor ou para pior (depende do contexto).</p>
<p>Há uma frase antiga que fala que o estudo da História (de diversas fontes) pode nos ajudar a não repetir os erros do passado. Outro dia eu vi um documentário sobre a <strong>Gripe Espanhola</strong>, a pandemia que assolou o mundo há um século atrás. Com exceção do nosso acesso à internet e a possibilidade de desenvolver uma vacina em um prazo relativamente curto, estamos lidando com o vírus da mesma forma que as pessoas daquela época lidaram. E isso, ao meu ver, é um grande problema.</p>
<p>Então, antes de apelidar algo de <strong>cringe</strong>, ou outro nome em inglês que queira inventar, reflita sobre a importância que algo possa ter, embora seja algo aparentemente banal, feito a princípio para entretenimento. Quando vejo as pessoas querendo cancelar Monteiro Lobato ou implicando com programas de TV de 20 anos atrás, fico preocupada. Quem dera se pudéssemos apagar o racismo, o machismo, o Holocausto, entre outras situações horríveis, simplesmente declarando que são <strong>cringe</strong>. Mas, infelizmente, não é assim que a vida real funciona.</p>
<p>Penso que ficar buscando conflitos de gerações é um grande desperdício de energia. Os jovens são o futuro do país. Porém os mais velhos é que estruturam as bases para que eles realizem seus planos e desejos. É uma relação de duas vias, e por essa razão faz-se necessário o respeito mútuo. Além disso, o que é considerado &#8220;legal&#8221; hoje (qual é o termo da geração Z para isso?), será considerado <strong>cringe</strong> amanhã. Ninguém escapa da mão do tempo. E, como diz minha mãe, a outra alternativa (não ter a possibilidade de envelhecer), essa ninguém quer.</p>
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		<title>O que é Essencial para Você?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Manuela Lima]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 21 Feb 2021 18:08:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ansiedade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quando fala-se em Essencialismo, também conhecido como Simplicidade Voluntária ou Minimalismo (conceito este que existe desde os anos 80, embora tenha virado moda nos últimos anos), costuma-se associar esta ideia a pobreza ou escassez. Eu costumo associar esses conceitos a Cautela, Qualidade e Tempo de Vida. Explicarei melhor o motivo. Nós temos uma memória recente, &#8230; <a href="https://simplifique-ser.com/artigos/o-que-e-essencial-para-voce/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">O que é Essencial para Você?</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">Quando fala-se em<strong> Essencialismo</strong>, também conhecido como <strong>Simplicidade Voluntária</strong> ou <strong>Minimalismo</strong> (conceito este que existe desde os anos 80, embora tenha virado moda nos últimos anos), costuma-se associar esta ideia a pobreza ou escassez.</p>
<p>Eu costumo associar esses conceitos a <strong>Cautela</strong>, <strong>Qualidade</strong> e <strong>Tempo de Vida</strong>. Explicarei melhor o motivo.</p>
<p>Nós temos uma memória recente, de quando parecia que o Brasil iria decolar. O governo da época sendo elogiado pelos americanos, o dólar baixo permitindo que muitas famílias de classe média conhecessem o exterior pela primeira vez&#8230; Não, não estou fazendo este texto para falar de política. Apenas apontando o que foi uma época mais feliz para muita gente.</p>
<p>Ano passado, como vocês sabem, tudo desandou. Ninguém esperava viver em um filme catastrófico, tal como &#8220;<strong>Epidemia&#8221; (1995)</strong> ou<strong> &#8220;A Gripe&#8221; (2013)</strong>. Exagerada<span class="algo-summary">?</span> Pode ser. Mas o fato é que tem muitas pessoas negando a pandemia ou minimizando seus efeitos.</p>
<p>Muito antes de 2020, eu já flertava com a questão de simplificar minha vida e rotina, embora nunca tenha dado um nome específico para isso. Lembro da última vez que viajei para a Europa, em 2014. Câmbio melhor, bons tempos, fazia parte das pessoas que acharam que a vida estava melhorando (poder de compra). Visitei o Triângulo Europeu (Áustria &#8211; Viena &#8211; Budapeste).</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-202" src="https://simplifique-ser.com/wp-content/uploads/2021/02/631E74E5-9652-44FF-87D6-AB551C16C73F.jpeg" alt="" width="1170" height="1560" srcset="https://simplifique-ser.com/wp-content/uploads/2021/02/631E74E5-9652-44FF-87D6-AB551C16C73F.jpeg 1170w, https://simplifique-ser.com/wp-content/uploads/2021/02/631E74E5-9652-44FF-87D6-AB551C16C73F-225x300.jpeg 225w, https://simplifique-ser.com/wp-content/uploads/2021/02/631E74E5-9652-44FF-87D6-AB551C16C73F-768x1024.jpeg 768w, https://simplifique-ser.com/wp-content/uploads/2021/02/631E74E5-9652-44FF-87D6-AB551C16C73F-1152x1536.jpeg 1152w" sizes="auto, (max-width: 1170px) 100vw, 1170px" /></p>
<p>Na volta ao meu trabalho, um colega questionou porque eu não aproveitei a oportunidade para trazer um iPhone de última geração. Apenas respondi que não precisava, meu celular tinha apenas 2 anos e funcionava muito bem. Não é para me gabar, mas eu realmente nunca tive a necessidade de trocar as coisas só porque surgiu um modelo novo, costumo usar até quebrar.</p>
<p>Quando eu era criança, não havia tanta variedade de coisas como hoje, embora as propagandas na TV fossem exaustivas. Inflação (lembro vagamente do Sarney e do Collor) era a ordem do dia. Portanto, não havia conversa: Meus pais não podiam comprar e ponto final.  A minha educação e a dos meus irmãos (nosso único luxo) era a prioridade.</p>
<p>Hoje ainda trago muito disso para a minha vida, pois tenho parentes e conhecidos que ainda possuem grandes dificuldades financeiras. Além disso, meus pais nunca esconderam de nós quando a situação ficava difícil (considero o melhor jeito de se educar crianças financeiramente, dizer a verdade).  Então, trago isso comigo até hoje: o <strong>não-desperdício</strong>.</p>
<p>Não desperdiçar não significa avareza. Significa usar com sabedoria os recursos que possuímos. Por que trocar algo que está em pleno funcionamento<span class="algo-summary">?</span> Por que é mais bonito<span class="algo-summary">?</span></p>
<p>Muitas vezes desperdiçamos nosso dinheiro (e o tempo necessário para consegui-lo) em algo que não precisamos ou não teremos tempo de usufruir. Sobre a viagem que citei, felicidade para mim foi visitar a moradia de soldados medievais (século XIV), ou almoçar no castelo da Imperatriz Sisi em Viena, não em encher a mala de bugigangas.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-204" src="https://simplifique-ser.com/wp-content/uploads/2021/02/20E1AACF-CF3B-4260-9990-0CF6F85495CD.jpeg" alt="" width="1170" height="1560" srcset="https://simplifique-ser.com/wp-content/uploads/2021/02/20E1AACF-CF3B-4260-9990-0CF6F85495CD.jpeg 1170w, https://simplifique-ser.com/wp-content/uploads/2021/02/20E1AACF-CF3B-4260-9990-0CF6F85495CD-225x300.jpeg 225w, https://simplifique-ser.com/wp-content/uploads/2021/02/20E1AACF-CF3B-4260-9990-0CF6F85495CD-768x1024.jpeg 768w, https://simplifique-ser.com/wp-content/uploads/2021/02/20E1AACF-CF3B-4260-9990-0CF6F85495CD-1152x1536.jpeg 1152w" sizes="auto, (max-width: 1170px) 100vw, 1170px" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Então, veio a pandemia e hoje me contento em cozinhar um prato em casa, fazer meu artesanato e brincar com meus cachorros. Sim, o ser humano é adaptável, mesmo quando é pego de surpresa. Eu mesma só saio para trabalhar, meu sonho atualmente é poder ir ao cinema.</p>
<p>Fomos pegos de surpresa ano passado, a vida dividiu-se em <strong>A.M.</strong> (Antes de Março) e <strong>D.M.</strong> (Depois de Março). Algumas pessoas reagiram bem, pois estavam preparadas (tinham uma reserva de emergência, independente da ocupação que exerciam). Já outros, mesmo desfrutando de uma vida um tanto confortável, passaram a ter suas necessidades básicas ameaçadas, justamente por não ter esse costume de economizar para uma época de vacas magras. Muitos comerciantes, inclusive, estão penando até hoje porque o pouco que tinham já se esvaiu.</p>
<p>O Brasil é o 16º entre países que menos investem no mundo, aponta estudo da FGV (https://www.infomoney.com.br/economia/brasil-e-o-16o-entre-paises-que-menos-investem-no-mundo-aponta-estudo-da-fgv/), embora esteja na moda os influencers de finanças. Muitos, quando o fazem, mantêm suas reservas em fundos tradicionais como a poupança, que está rendendo abaixo da inflação agora na pandemia. E, com tudo isso, o temor aumentou consideravelmente.</p>
<p>Mas o que a <strong>Simplicidade</strong> tem a ver com a <strong>Psicologia</strong><span class="algo-summary">? Já mencionei antes que o Brasil é o campeão mundial em<strong> Ansiedade</strong> (especialmente entre nós, mulheres). Uma das causas que pioram os sintomas desse quadro (<strong>insônia, ataques de pânico, tensão muscular, tremores, falta de ar, etc.</strong>) é justamente a falta de perspectiva em relação ao futuro. Também existe uma área de estudo denominada Psicologia Econômica, que aborda as escolhas e tomadas de decisões relacionadas ao dinheiro.</span></p>
<p>Se você estiver sofrendo de Ansiedade e, diante dessa vida corrida, quiser aprender a ter uma rotina mais leve, os serviços da Simplifique-Ser são para você. Posso te acompanhar nessa jornada<span class="algo-summary">?</span></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>O que a Simplicidade Voluntária pode fazer pela sua vida?</title>
		<link>https://simplifique-ser.com/artigos/o-que-a-simplicidade-voluntaria-pode-fazer-pela-sua-vida/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Manuela Lima]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 24 Oct 2020 14:52:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Desacelerar]]></category>
		<category><![CDATA[Gestão do Tempo]]></category>
		<category><![CDATA[Minimalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde mental]]></category>
		<category><![CDATA[Vida simples]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Há alguns anos, vi um documentário que estava na moda e me chamou atenção: Minimalism: A Documentary About the Important Things (Minimalismo: Um Documentário Sobre as Coisas Importantes), que está disponível na Netflix, caso tenham interesse. Apesar de, hoje em dia, o Minimalismo ser considerado uma &#8220;modinha&#8221;, o termo fez eco com alguns questionamentos que &#8230; <a href="https://simplifique-ser.com/artigos/o-que-a-simplicidade-voluntaria-pode-fazer-pela-sua-vida/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">O que a Simplicidade Voluntária pode fazer pela sua vida?</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Há alguns anos, vi um documentário que estava na moda e me chamou atenção: <strong>Minimalism: A Documentary About the Important Things</strong> (Minimalismo: Um Documentário Sobre as Coisas Importantes), que está disponível na Netflix, caso tenham interesse. Apesar de, hoje em dia, o Minimalismo ser considerado uma &#8220;modinha&#8221;, o termo fez eco com alguns questionamentos que eu já vinha tendo, mesmo sem saber. Muito antes da pandemia, as pessoas já estavam dando nome ao desejo por uma vida mais equilibrada e saudável. Isso faz tanto sentido para mim que este mês assisti novamente.</p>
<p>Joshua Fields e Ryan Nicodemus são as mentes por trás desse filme e se denominam hoje como <strong>Os Minimalistas</strong>. Gosto muito do trabalho deles e os acompanho através de seu site, podcast e redes sociais. Os dois passaram por dificuldades em suas famílias (abuso de substâncias por parte de seus genitores, bem como pobreza), o que os levou a uma vida bastante materialista. Já adultos, isso trouxe uma série de questionamentos, oriundos da depressão que sentiam.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-157" src="https://simplifique-ser.com/wp-content/uploads/2020/10/B0A74F30-01BC-4719-B462-E5025E019847.png" alt="Post" width="1170" height="494" srcset="https://simplifique-ser.com/wp-content/uploads/2020/10/B0A74F30-01BC-4719-B462-E5025E019847.png 1170w, https://simplifique-ser.com/wp-content/uploads/2020/10/B0A74F30-01BC-4719-B462-E5025E019847-300x127.png 300w, https://simplifique-ser.com/wp-content/uploads/2020/10/B0A74F30-01BC-4719-B462-E5025E019847-1024x432.png 1024w, https://simplifique-ser.com/wp-content/uploads/2020/10/B0A74F30-01BC-4719-B462-E5025E019847-768x324.png 768w, https://simplifique-ser.com/wp-content/uploads/2020/10/B0A74F30-01BC-4719-B462-E5025E019847-711x300.png 711w" sizes="auto, (max-width: 1170px) 100vw, 1170px" /></p>
<p>Materialismo é normalmente associado a uma vida solitária. Será mesmo<span class="aCOpRe">?</span> Há alguma alternativa<span class="aCOpRe">?</span> Mas eu particularmente não gosto de rótulos. Prefiro falar de <strong>Vida Simples</strong>, ou de <strong>Simplicidade Voluntária</strong> (daí veio o nome do meu projeto, o <strong>Simplifique-Ser</strong>). É sobre isso que eu quero tratar neste texto, de algo muito mais amplo do que o descarte de objetos ou contar as coisas que temos em casa.</p>
<p>Não, não sei quantas meias eu tenho (e, honestamente, não tenho interesse em saber.). Também não pretendo doar a minha maquiagem ou vender meus eletrodomésticos. Eu gosto deles (Olá, Marie Kondo. Uso o que me faz feliz, risos.). Entretanto, isso não quer dizer que seja a favor do desperdício. O que eu aprendi, depois de alguma reflexão, é que quando você compra algo desnecessário, paga com algo muito mais valioso que dinheiro.</p>
<p>Sabemos que é importante ter como pagar os boletos, mas a questão é muito mais profunda. Quando você <strong>desperdiça dinheiro</strong>, joga fora seu <strong>tempo de vida</strong>. E porque <strong>tempo é mais importante que dinheiro</strong><span class="aCOpRe">? Porque tempo não volta! Você pode trabalhar para ter mais dinheiro para comprar coisas e pagar suas contas. Tempo, não. Tempo não se compra, nem se fabrica, não é possível trabalhar mais em troca de mais tempo. Tempo passa, tempo é gasto. Entendeu a diferença? </span></p>
<p>Se você faz muitas dívidas, precisa trabalhar mais para quitá-las. Você já pensou que, em muitos lares, marido e mulher trabalham e, mesmo assim, o salário de ambos combinados não é suficiente para as despesas<span class="aCOpRe">?</span> Será que eles necessariamente ganham pouco<span class="aCOpRe">?</span> Já vi pessoas com salário acima de R$ 10.000,00 (muito superior à média da população brasileira), desesperadas por ter dívidas 5 a 6 vezes maiores que seus ganhos, ou até mais.</p>
<p>Voltando ao documentário que citei, tanto Fields como Nicodemus eram dois empresários de sucesso, com salários altíssimos. Porém, estavam bem infelizes e deprimidos. Dinheiro não é tudo na vida, embora seja muito necessário. O ideal é encontrar um meio termo, e essa medida é particular para cada um. E o modo de encontrá-la, também. O neurocientista Sam Harris, um dos entrevistados pela dupla, argumenta que é comum comparar-se a outras pessoas para definir a <strong>noção de sucesso</strong> (estabelecida pela sociedade). E isso pode levar a uma insatisfação extrema, que pode causar sérios prejuízos à sua <strong>Saúde Mental</strong>.</p>
<p>Muitos, porém, são resistentes à ideia de diminuir o ritmo de vida e o padrão, ambos vinculados a um status de vida considerado como o ideal. Há pessoas que também acreditam que simplificar é uma &#8220;modinha&#8221; para pessoas no padrão (muitas vezes brancas e ricas), e que não podem mudar seu estilo de vida para de adequar a uma rotina mais significativa. O que se propõe, na verdade, é que cada pessoa reflita o que é importante para si mesma, não para seu relacionamento ou para a sociedade.</p>
<p>Um exemplo para ilustrar é Nathaly Dias, a <strong>Blogueira de Baixa Renda</strong>. Passei a acompanhá-la quando ainda estava começando no YouTube e no Instagram (Como fui parar lá, eu não sei, mas é uma pessoa bem divertida, devo dizer). É uma moça nascida e criada em comunidades do Rio de Janeiro. Havia dias em que sequer tinha o que comer, dependendo muitas vezes de sua mãe para ter uma refeição no dia.</p>
<p>Hoje Nathaly está em uma situação melhor, mas mesmo naquela época ela ensinava o valor de aprender a simplificar o que já era pouco na vida dela e a não desperdiçar o que tinha. Também não quis mais suportar a situação abusiva que passava no estágio da faculdade de Administração. E, mesmo aquela sendo na época sua única fonte de renda, tomou coragem para jogar tudo para o alto. Fez sucesso, mas não esquece de onde veio, procurando sempre que pode ajudar as pessoas no local em que mora.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-158" src="https://simplifique-ser.com/wp-content/uploads/2020/10/5A87CB7E-9FEC-405E-ADDE-9C3DC0DDA1CC.png" alt="Post2" width="1170" height="494" srcset="https://simplifique-ser.com/wp-content/uploads/2020/10/5A87CB7E-9FEC-405E-ADDE-9C3DC0DDA1CC.png 1170w, https://simplifique-ser.com/wp-content/uploads/2020/10/5A87CB7E-9FEC-405E-ADDE-9C3DC0DDA1CC-300x127.png 300w, https://simplifique-ser.com/wp-content/uploads/2020/10/5A87CB7E-9FEC-405E-ADDE-9C3DC0DDA1CC-1024x432.png 1024w, https://simplifique-ser.com/wp-content/uploads/2020/10/5A87CB7E-9FEC-405E-ADDE-9C3DC0DDA1CC-768x324.png 768w, https://simplifique-ser.com/wp-content/uploads/2020/10/5A87CB7E-9FEC-405E-ADDE-9C3DC0DDA1CC-711x300.png 711w" sizes="auto, (max-width: 1170px) 100vw, 1170px" /></p>
<p>Então, simplificar não tem a ver somente com doar ou jogar ashila, com coisas no lixo. Proponho a você uma <strong>simplificação</strong> em um nível <strong>emocional, mental</strong>. Repito mais uma vez, se você gosta das suas coisas, está satisfeito com seu emprego, fique com eles. Não precisa colocar o pé na estrada como muitos pregam. Se gosta de estabilidade e segurança, tudo bem.</p>
<p>Então, você pode questionar: Você tem tempo para usufruir sua família e amigos<span class="aCOpRe">?</span> Aproveita tudo aquilo que compra<span class="aCOpRe">?</span> Há pessoas que pagam caríssimo para fazer parte de um clube VIP, e muitas vezes não podem frequentar por excesso de compromissos de trabalho, não têm condições de sequer tomar um café com um parente. Ou, uma realidade mais comum: Você consegue assistir os canais daquele pacote caríssimo de TV a Cabo<span class="aCOpRe">?</span> Mesmo que seja um serviço de <em>streaming</em>, caro é todo dinheiro desperdiçado, mesmo que custe R$ 1,99 (Lembra dessa época<span class="aCOpRe">?</span> Eu amava! Risos.). Isso vale para qualquer coisa: Panelas, ferramentas, roupas, cursos, livros, etc.</p>
<p>Sugiro que aprenda a ter prioridades. Isso não fará bem apenas para o seu bolso. Será benéfico para sua cabeça, acredite. Na medida em que você adere a uma vida mais simplificada, pode focar no que é importante. Isso ajuda, entre outros ganhos, a diminuir seus níveis de Ansiedade. Experimenta e me conta!</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Desacelerar&#8230; Você consegue (ou quer)?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Manuela Lima]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 05 Oct 2020 15:50:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Desacelerar]]></category>
		<category><![CDATA[Gestão do Tempo]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde mental]]></category>
		<category><![CDATA[Vida simples]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Muito antes do “Novo Normal”, já se falava de um novo movimento ou uma nova forma de vida: o Slow Living. Você já ouviu falar? Esse termo pode ser traduzido, de uma forma literal, como “viver devagar”, ou “viver sem pressa”. Não, não se trata de ser preguiçoso ou lento. Trata-se de um estilo de &#8230; <a href="https://simplifique-ser.com/artigos/desacelerar-voce-consegue-ou-quer/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Desacelerar&#8230; Você consegue (ou quer)?</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Muito antes do “Novo Normal”, já se falava de um novo movimento ou uma nova forma de vida: o <strong>Slow Living</strong>. Você já ouviu falar?</p>
<p>Esse termo pode ser traduzido, de uma forma literal, como “viver devagar”, ou “viver sem pressa”. Não, não se trata de ser preguiçoso ou lento. Trata-se de um estilo de vida de propõe uma vida com mais propósito, ou seja, procurar viver de forma mais consciente e sustentável.</p>
<p>Nos últimos meses, fomos obrigados a ter uma vida mais sossegada dentro de casa, a contragosto de muitas pessoas. O nível de ansiedade estatisticamente aumentou, pois além da preocupação em adoecer, muitos não conseguem lidar com o fato de não poder sair e, principalmente, socializar.  Eu, por exemplo, não vejo meu irmão há 8 meses, não queremos arriscar.</p>
<p>Mas, apesar de tudo, que tal tentarmos ser positivos e tentar tirar um aprendizado desta situação? Vejo que muitas pessoas andam irritadas (o que afeta inegavelmente sua saúde mental) por insistirem em voltar à rotina antiga (o que era conhecido como “normal” anteriormente) “na marra”, inclusive tentando forçar outras pessoas (como familiares e prestadores de serviços) a voltar a essa rotina que elas consideram como certa. Há, por parte de certos indivíduos, a negação da realidade: Não usam máscaras, insistem em aglomerar e participar de atividades não essenciais. Dessa forma, não há serviço de saúde ou governo (honesto ou não) que deem conta.</p>
<p>Vou trazer um outro termo que faz parte do Slow Living: O <strong>Staycation</strong>. É a mistura de “stay” (ficar) e “vacation” (férias). Nesse momento em que estou escrevendo, estou de férias, dentro da minha própria casa. Sei que muita gente optou por tentar viajar para alguns lugares mais isolados, perto da natureza talvez. Mas tanto eu quanto as pessoas que moram comigo somos grupo de risco. Apesar de ter voltado a trabalhar na rua, penso que quanto menos eu me arriscar, melhor. E também não me sinto segura para sair sem máscara, além de que ficar usando máscara e ficar higienizando a todo momento não parece nada divertido para mim (falo isso com base nas vezes que precisei sair para trabalhar ou fazer alguma coisa, tudo mudou).</p>
<p>Então, estou tendo que ser bem criativa, para não ficar entediada (já estava fazendo isso na época do Home Office, mas agora é totalmente diferente). Eu já estava pensando nessa questão do desacelerar muito antes da pandemia. Leo Babauta, autor de <em><strong>The power of less</strong></em> (sem versão no Brasil), diz que “a vida se desenvolve num ritmo tão acelerado, que parece passar por nós sem que consigamos realmente aproveitá-la”. A vida adulta se resume a trabalhar (incluindo as tarefas domésticas) e dormir? Frustrante, não é mesmo? Não é à toa que muitos estão tentando se rebelar contra o isolamento, necessário para conter o coronavírus (compreensível, embora não justificável). Difícil falar para uma pessoa que ela não pode ver os pais ou se divertir, mas que precisa continuar trabalhando mesmo assim (não é apenas sobrevivência, há fatores sociais por trás disso).</p>
<p style="text-align: left;">Nossa casa é o lugar onde descansamos. Onde encontramos afeto e podemos ser nós mesmos. Porém, o escritório invadiu o nosso refúgio, principalmente por causa da tecnologia. A internet nos ajuda em muitos aspectos, mas por outro lado também nos escraviza. Estamos fatigados com as demandas do mundo, que muitas vezes não refletem os valores com os quais concordamos. Por essa razão, optei por deixar o celular de lado nas férias e usar mais o computador, onde não tenho aplicativos como o WhatsApp instalados. Quando retornar ao trabalho, pretendo dosar isso, tendo horários específicos para verificar as mensagens. Tudo com parcimônia.</p>
<p style="text-align: left;">O tempo parece escorrer pelos nossos dedos (daqui a pouco é natal!!!). Nossas vontades e desejos são adiados em nome da produtividade e das tarefas que temos que fazer, o que nos causa tristeza e ansiedade. Porém, podemos tentar ao menos amenizar isso.</p>
<p style="text-align: left;"><strong>Faça menos coisas, de uma forma consciente.</strong> Procure focar no que realmente é importante e deixe o resto para outro momento. Se puder delegar, melhor. Não é vergonha precisar de ajuda, ao contrário do que a sociedade nos faz acreditar. Só adoecemos com isso.</p>
<p style="text-align: left;"><strong>Procure desconectar.</strong> Mesmo que trabalhe com auxílio da tecnologia, e principalmente por causa disso, procure fazer intervalos. Estar online o tempo inteiro causa stress e diminui a qualidade do sono. Seu cérebro não desliga (mais um gatilho de ansiedade).</p>
<p style="text-align: left;"><strong>Foque nos bons momentos e concentre-se no momento.</strong> Procure desligar-se o mundo externo e estar apenas presente. Tire tempo para pensar em sua vida, observar a natureza, coma mais devagar. Não seja multitarefas. Apenas aprecie o momento, seja ele qual for. Mesmo que esteja trabalhando, procure ver o lado bom em algo no seu dia.</p>
<p style="text-align: left;">Focando no presente, você consegue refletir melhor e desacelerar. As chances de aproveitar bem os momentos aumentam. Pare de cobrar a si mesmo e aos outros. Estou disposta a tentar, e você?</p>
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		<title>Por que não seguirei mais Blogueiros de Beleza</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Manuela Lima]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 08 Aug 2020 22:45:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Desacelerar]]></category>
		<category><![CDATA[Gestão do Tempo]]></category>
		<category><![CDATA[Vida simples]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Há alguns anos, quando começaram os blogs, achei neles uma forma interessante de distração. Afinal, estava morando sozinha em outra cidade e não tinha muitas pessoas com quem conversar (com exceção de alguns colegas de trabalho). Então, quando não saía ou trabalhava, basicamente meu tempo livre era dividido entre estudos, TV e internet (principalmente os &#8230; <a href="https://simplifique-ser.com/artigos/por-que-nao-seguirei-mais-blogueiros-de-beleza/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Por que não seguirei mais Blogueiros de Beleza</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Há alguns anos, quando começaram os blogs, achei neles uma forma interessante de distração. Afinal, estava morando sozinha em outra cidade e não tinha muitas pessoas com quem conversar (com exceção de alguns colegas de trabalho).</p>
<p>Então, quando não saía ou trabalhava, basicamente meu tempo livre era dividido entre estudos, TV e internet (principalmente os hoje conhecidos como influencers). Colocava um vídeo e, quando não assistia passivamente, costurava enquanto assistia (ponto-cruz é um dos meus hobbies).</p>
<p>Agora, durante a pandemia, estava repetindo esse comportamento, com um agravante: Como estava em Home Office, trabalhava, como muitas pessoas, exclusivamente por <em>gadgets</em> (notebook, celular, etc). E percebi que a experiência não tem sido positiva. Sinto-me cansada (mais do que deveria) e demoro muito a dormir. Isso ligou um sinal de alerta.</p>
<p>Uma das coisas que preciso lidar agora é o tédio que surge em certos momentos. Acredite, estar no mundo real faz muita diferença. Só de interagir com pessoas de verdade, tomar um café com um colega, perguntar sobre o dia de um outro. Realmente é impactante a diferença. Então, procuro não me distrair com bobagens durante o expediente e tentar focar no que realmente importa. No máximo, coloco uma música enquanto estudo ou trabalho.</p>
<p>Então, essa é uma questão: Produtividade. Quando a pandemia começou, do nada todo mundo começou a fazer lives e veio a cobrança por aprimoramento. Não vejo isso como algo ruim, afinal, eu mesma estou fazendo alguns cursos. A questão é: De onde está vindo essa cobrança, afinal?</p>
<p>A cobrança está vindo do seu chefe, ou da vontade de ter um emprego melhor? Ou é do &#8220;efeito-manada&#8221; (quer fazer porque outras pessoas estão fazendo)? Seja como for, com a pandemia, percebo um aumento de um fenômeno que surgiu com a internet: o <em>FOMO (Fear of Missing Out)</em>, que é o medo de perder algo, ou ficar fora de algum evento. Só que, quando a pessoa faz muitas coisas ao mesmo tempo, não é possível conciliar tudo de uma forma satisfatória. Isso traz sentimentos como stress, autodepreciação e angústia.</p>
<p>Mas o que isso tem a ver com as tais influencers, que citei? Tem a ver com a qualidade do nosso tempo, que é escasso. Principalmente nós, mulheres, sentimos uma cobrança ainda maior para sermos multitarefas. Diante disso, comecei a me questionar sobre o quanto de tempo perco vendo a vida alheia e outras frivolidades. Não estou dizendo para ninguém se divertir ou descansar (isso contribui para a saúde mental e física). Porém, para alcançar alguns objetivos e executar tarefas com excelência, é preciso planejamento e organização.</p>
<p>Outro problema que tenho visto, ultimamente, é a respeito da <em>Cultura do Cancelamento</em> (tema que mencionei em artigo anterior). Principalmente ocorre no exterior, mas esse costume está chegando ao Brasil, infelizmente. Alguém investiga as redes sociais de uma pessoa famosa em busca de algum “podre”. Pode ser algo que essa pessoa falou há 5, 10 ou 15 anos, não importa. O público feroz não considera a menor hipótese de esse famoso ter amadurecido ao longo dos anos. É promovida uma verdadeira caça às bruxas.</p>
<p>Gostava dos ditos canais quando falavam apenas de maquiagem (afinal, até os 30 anos só sabia passar batom). Agora, muitos desses influencers giram em torno de fofoca e consumismo, comportamento este que não é nada saudável. Quando você se informa sobre o que está acontecendo, é basicamente um tentando destruir o outro, seja para aparecer ou por um prazer perverso de derrubar a concorrência (não necessariamente para ganhos financeiros). Então, resolvi me afastar desse tipo de conteúdo, nocivo para a alma e para a saúde.</p>
<p>Não estou dizendo que todos se comportam assim (felizmente, não), mas há outros fatores envolvidos, como o incentivo ao consumismo, que não condiz com a busca por uma vida mais simples e mais prática. Além disso, considero que já aprendi tudo o que gostaria, não vejo necessidade de continuar dando audiência.</p>
<p>Estou tentando cortar o tempo que passo na internet (exceto o trabalho, esse é inevitável) e dedicar a outras atividades. Se você me seguir no Instagram (@simplifique_ser), poderá ver, nos destaques, fotos da horta que estou fazendo com a minha família. Um dos objetivos é ter temperos frescos à mão, considerando o confinamento que estamos vivendo.</p>
<p>E você, avaliou o que te faz perder seu tempo? O que pretende fazer para ter uma qualidade de vida ainda melhor?</p>
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		<title>Cultura do Cancelamento: Por que não é uma boa ideia?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[lympadmin]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 May 2020 16:26:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Vida simples]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Sempre que alguém defende a volta da ditadura, ou um eventual domínio do poder por militares, eu acabo lembrando desse assunto. Não que eu deseje falar de política neste site, longe disso. A minha missão de vida é a Psicologia, e já adianto que não tenho “político ou partido de estimação”. Sou do tipo de &#8230; <a href="https://simplifique-ser.com/artigos/cultura-do-cancelamento-por-que-nao-e-uma-boa-ideia/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Cultura do Cancelamento: Por que não é uma boa ideia?</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Sempre que alguém defende a volta da ditadura, ou um eventual domínio do poder por militares, eu acabo lembrando desse assunto. Não que eu deseje falar de política neste site, longe disso. A minha missão de vida é a Psicologia, e já adianto que não tenho “político ou partido de estimação”. Sou do tipo de pessoa que procura analisar as propostas e torcer pelo melhor.</p>
<p>Mas, por que, afinal de contas, toquei neste assunto? Essa é uma prática que está se tornando cada vez mais comum, de um jeito preocupante. Quando uma pessoa mais velha me conta o que acontecia na época da Ditadura Militar, eu vejo que para certos governantes, não há a necessidade do retorno de certas práticas, como a falta de liberdade para expressar o que pensamos.</p>
<p>Hoje há um tribunal na internet, que pode ser bem mais implacável e, porque não dizer, cruel que muitas punições dadas pela justiça comum.</p>
<p>Mas o que é a chamada “Cultura do Cancelamento, afinal? De acordo com o dicionário australiano “Macquire”, o termo refere-se a <em>“atitudes de uma comunidade para interromper o apoio a uma figura pública, como o cancelamento do papel dela em um filme, o banimento de uma música dela ou sua remoção das redes sociais. Geralmente, essas atitudes são uma reação a acusações sobre comentários ou ações inaceitáveis socialmente”</em>. O jornal O Tempo tem uma matéria bem interessante sobre o assunto, caso alguém tenha interesse (<strong>Cultura do cancelamento: uma nova forma de boicote</strong>). Mas, particularmente, não creio que isso ocorra somente com pessoas famosas ou públicas.</p>
<p>Mas, voltando à reflexão inicial, por que eu acho que não precisamos de uma ditadura institucionalizada? Pelo simples motivo de que o cidadão comum, em seu lugar de internauta principalmente, está assumindo voluntariamente o papel de censor. Eu vigio meu vizinho. Você vigia a celebridade que reside nos Estados Unidos, e por aí vai. Não temos mais direito de dizer livremente o que pensamos, e isso pode nos trazer consequências gravíssimas, como por exemplo, perder um emprego ou fechar uma empresa que garante alguns empregos. E isso, muitas vezes baseado em algo que alguém supostamente fez ou disse. Ou que não disse, porém foi mal interpretado.</p>
<p>Um dos exemplos de cancelamento mais famosos foi o da tatuadora Kat von D, que também possuía, até meados deste ano, uma linha de produtos de beleza. Antes de mais nada, ressalto que nunca comprei, pois nunca me identifiquei com a marca. Eu a conheci através do programa Miami Ink. Apesar de não ser tatuada, achava linda a estética dela e me chamava atenção por ser uma mulher forte em um universo tradicionalmente masculino.</p>
<p>Então surgiram os boatos de associação ao nazismo (por causa de ex-namorados) e o auge do boicote ocorreu por ela ser supostamente anti-vacina. Como psicóloga, não aprovo tal movimento porque, além do risco óbvio à saúde pública, algumas pessoas favoráveis espalham que vacinas causam Autismo (o que nunca foi comprovado cientificamente e, na minha opinião, esse tipo de ideia acaba causando preconceito contra os portadores dessa condição).</p>
<p>O cancelamento contra ela foi tão forte que se viu obrigada a se desfazer de suas ações na empresa de cosméticos (apesar de ter dito que buscaria outros projetos pessoais, todos sabem o que houve de fato). Eu entendo quem nunca quis “dar apoio” a uma marca por questões de princípios (acho bonito), mas fazer a pessoa ser massacrada a ponto de perder seu ganha-pão? E se fosse eu ou você? Ou um parente nosso? Para falar de um exemplo próximo à nossa realidade, lembremos do caso da Escola-Base (1994). E olha que naquela época, a internet ainda estava começando&#8230;</p>
<p>Acho o cancelamento uma atitude extrema. Essa pessoa matou alguém? Violentou? Não necessariamente. Em muitos casos (a grande maioria), disse algo inadequado. E muitas vezes pedir desculpas nunca será o suficiente. Para os casos em que realmente existiram crimes, creio que é responsabilidade dos tribunais resolverem a questão.</p>
<p>Muitas vezes fica-se no disse-me-disse, e arruína-se a vida de uma pessoa por causa de um boato. Ou se fica vasculhando as redes sociais da pessoas para desenterrar um podre que ela disse há 12 anos atrás (do qual você provavelmente não tomaria conhecimento se não fosse a internet, assim era a vida antes dos anos 90&#8230;). Com que intenção? Particularmente, não acredito que seja para preservar o bem-estar dos supostos ofendidos. Isso é saudável? Se me perguntarem o que meu cantor favorito disse ano passado no Twitter, eu não sei. Particularmente, só me interessa a música.</p>
<p>Mas creio que o problema é bem mais profundo. Trata-se da censura que estamos sofrendo, sejamos famosos ou não, de pessoas desconhecidas. A internet é pública, mas cada um de nós tem o direito de não ser hostilizado (inclusive, pode até caber processo, dependendo do caso, #ficaadica). Outro dia fui hostilizada porque dei a minha opinião sobre o filme “O Diabo Veste Prada” (aliás, pode ser que eu traga a análise de alguns filmes neste site, se achar interessante do ponto de vista psicológico). Vocês precisavam ver o tamanho do texto que a pessoa (totalmente desconhecida) fez para me ofender, só porque eu não concordo com as atitudes de um dos personagens. Para mim, era um momento de lazer, estava usando meu Instagram pessoal (gosto de falar sobre livros e filmes, procuro conversar com quem tem as mesmas preferências). Parecia que eu tinha espancado a mãe dela. Sou uma pessoa ruim, por pensar diferente? Meu crime foi supostamente ofender uma pessoa fictícia, pois tenho certeza de que o próprio ator não se ofenderia&#8230;</p>
<p>Ontem mesmo vi os Stories de uma blogueira, alertando sobre a grave situação que funcionários de uma franquia de cosméticos estão sendo obrigados a fazer Drive Thru (vender no estacionamento do shopping, para pessoas dentro de carros), em plena pandemia. Fato este que foi informado a ela por funcionários da própria empresa, temerosos por sua saúde. Foram ao perfil da moça acusa-la de promover Fake News, entre outras grosserias.</p>
<p>Então, era esse o objetivo do texto: Um convite à reflexão. Do mesmo jeito que agredimos quem é contrário às nossas ideias, estamos sujeitos a sermos agredidos quando nos expressarmos. É assim que queremos viver, com a nossa liberdade tolhida, principalmente por gente que não tem autoridade para tal? É o princípio do “chumbo trocado”, o que vale para os outros, pode um dia valer para você também. As pessoas agem e reagem.</p>
<p>A você, que é alvo de ataques, vou dizer algo, pelo bem da sua Saúde Mental. Não responda, bloqueie. Questione que relevância isso tem para a sua vida. E evite se envolver nesse tipo de polêmica (afinal, pessoas famosas ou não, têm direito a errar e ter sua opinião, e está tudo bem, vida que segue). Com esse simples exercício, verá que sua vida será mais leve.</p>
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		<title>Crie Rotinas para Simplificar sua Vida</title>
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		<dc:creator><![CDATA[lympadmin]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 May 2020 16:12:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde mental]]></category>
		<category><![CDATA[Vida simples]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Como se não bastasse a correria da vida moderna, considerada normal por muitos, a vida de todos, sejam ricos ou pobres, mudou completamente. Não, não quero te assustar, mas nunca mais voltaremos a ser como antes (inclusive psicologicamente). Mas isso tem que ser algo ruim? Afinal, o que é rotina para você? Algumas pessoas remetem &#8230; <a href="https://simplifique-ser.com/artigos/crie-rotinas-para-simplificar-sua-vida/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Crie Rotinas para Simplificar sua Vida</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Como se não bastasse a correria da vida moderna, considerada normal por muitos, a vida de todos, sejam ricos ou pobres, mudou completamente. Não, não quero te assustar, mas nunca mais voltaremos a ser como antes (inclusive psicologicamente). Mas isso tem que ser algo ruim?</strong></p>
<p>Afinal, o que é rotina para você? Algumas pessoas remetem essa palavra a algo ruim, como “rotina no casamento” (algo que aparentemente justificaria o fim de muitos casamentos atualmente) ou como algo terrivelmente chato (como a vida adulta é para muitas pessoas).</p>
<p>Mas e se eu te disser que rotina pode ser algo muito benéfico e necessário, principalmente neste momento que estamos vivendo, com a ameaça de uma pandemia? Eu tenho refletido muito sobre isso, ainda mais agora que a vida mudou radicalmente. Outro dia vi no Instagram a foto de uma praça de alimentação de um shopping, onde famílias e amigos lanchavam juntos e papeavam alegremente. Bons tempos, parece que foi ontem&#8230; E foi mesmo!</p>
<p>Muitas pessoas foram obrigadas a aderir ao Home Office, seja por fazer parte do grupo de risco ou por morar com pessoas que o são. Infelizmente, nem todos tiveram essa sorte, seja porque prestam serviços essenciais (médicos, enfermeiros, entre outros), ou considerando a desigualdade social, que obriga muitos brasileiros a irem às ruas, mesmo sabendo que correm sérios riscos.</p>
<p>O ser humano tem grande capacidade de adaptação, como já nos mostrou a nossa história. Vivemos momentos difíceis e semelhantes ao atual, como a Peste Negra e a Gripe Espanhola. Mas a geração atual tem muitas vantagens. As informações chegam em segundos em todos os cantos do planeta e podemos contar com a ciência. O cenário atual é bastante animador, se cada um fizer sua parte.</p>
<p>Um excelente ponto de partida é cuidar de sua saúde física e mental (inclusive há muitos profissionais, como eu, que oferecem atendimento online, em várias áreas). Adaptação é a palavra-chave!</p>
<p>Antes a nossa vida era muito corrida, tédio era considerado quase palavrão. Mas hoje temos que encarar o fato de que não podemos mais ir ao cinema nem aquele churrasquinho com os amigos. Precisamos ser criativos, e não podemos deixar a situação desandar, afinal, não é férias, a vida tem que seguir seu curso de um jeito ou de outro.</p>
<p>Uma das atitudes que têm me ajudado é o estabelecimento de uma rotina, principalmente em relação ao trabalho. Mesmo em casa (me considero privilegiada, mais uma vez), procuro seguir à risca a rotina que eu tinha antes do COVID-19. Trabalho no mesmo horário (cumpro a mesmíssima jornada, sem adiar um minuto sequer – a diferença é que não tenho mais que dirigir até o consultório), almoço no mesmo horário, tomo banho e me visto como se fosse trabalhar na rua (quem trabalha por Skype e faz videoconferência sabe a importância disso, risos,). Sinto que isso me dá um estímulo maior. Pijama é sinônimo de final de semana (sua organização pode ir ladeira abaixo com as pequenas atitudes).</p>
<p>Minha rotina mudou? Claro que sim. Mas estou aproveitando cada momento para rever alguns aspectos da minha vida. Recomendo a você que também faça o mesmo.</p>
<p>Aprenda a dar valor às pequenas coisas e evite situações que te deixam triste, como ficar vendo notícias ruins o dia inteiro ou utilizar redes sociais para se comparar com os outros. Realidades diferentes? Com certeza! Melhores? Não necessariamente! Não se deixe levar pelas aparências!</p>
<p><strong>Que a felicidade vire rotina&#8230; E que a rotina vire felicidade!</strong></p>
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		<title>Vida Simples: Uma excelente maneira de desacelerar</title>
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		<dc:creator><![CDATA[lympadmin]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 May 2020 14:37:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Desacelerar]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde mental]]></category>
		<category><![CDATA[Vida simples]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Estamos vivendo um momento complicado, onde, como sabemos, uma pandemia se alastrou por todos os cantos do planeta. Ricos ou pobres, não importa: Todos estamos sujeitos a sermos acometidos por essa doença. Nós, brasileiros, naturalmente um povo caloroso, estamos sentidos com essa situação. Estamos sendo forçados a fazer isolamento social. E estamos enfrentando, também, a &#8230; <a href="https://simplifique-ser.com/artigos/vida-simples-uma-excelente-maneira-de-desacelerar/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Vida Simples: Uma excelente maneira de desacelerar</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Estamos vivendo um momento complicado, onde, como sabemos, uma pandemia se alastrou por todos os cantos do planeta. Ricos ou pobres, não importa: Todos estamos sujeitos a sermos acometidos por essa doença.</p>
<p>Nós, brasileiros, naturalmente um povo caloroso, estamos sentidos com essa situação. Estamos sendo forçados a fazer isolamento social. E estamos enfrentando, também, a questão da disparidade social: Nem todos podem ficar em casa, seja porque precisam trabalhar, ou por outros motivos, como não ter condições de moradia adequadas.</p>
<p>Dito isso, convido a todos a refletirem sobre o nosso modo de vida. Qual será o motivo de estarmos vivendo tudo isso? Como surgiu o COVID-19 é algo que ainda gera muitas dúvidas, mas sabemos perfeitamente como ele se espalhou tão rápido. A nossa vida moderna, acelerada e globalizada, contribuiu e muito para isso.</p>
<p>Minha avó costumava dizer que “o que não tem remédio, remediado está”. Então, estou procurando exercitar a minha coragem interior e encorajar os outros a fazer o mesmo, encarar essa situação de frente. Para isso, estou tentando rever alguns hábitos.</p>
<p>Aqui em casa todos são grupo de risco. Além de ser portadora de uma doença autoimune, meus pais idosos vivem comigo, o que me fez assumir algumas tarefas extras, de forma a preservá-los.</p>
<p>Nesse sentido, procuro manter o foco, estabelecendo uma rotina:</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-42 aligncenter" src="http://localhost/_LYMP_WEB/simplifiqueser/wp-content/uploads/2020/05/simplifique-ser_psicologa-manuela-lima_mais-leveza-mais-saude_artigos_vida-simples-uma-excelente-maneira-de-desacelerar_1-cozinhar-mais.jpg" alt="" width="1170" height="488" srcset="https://simplifique-ser.com/wp-content/uploads/2020/05/simplifique-ser_psicologa-manuela-lima_mais-leveza-mais-saude_artigos_vida-simples-uma-excelente-maneira-de-desacelerar_1-cozinhar-mais.jpg 1170w, https://simplifique-ser.com/wp-content/uploads/2020/05/simplifique-ser_psicologa-manuela-lima_mais-leveza-mais-saude_artigos_vida-simples-uma-excelente-maneira-de-desacelerar_1-cozinhar-mais-300x125.jpg 300w, https://simplifique-ser.com/wp-content/uploads/2020/05/simplifique-ser_psicologa-manuela-lima_mais-leveza-mais-saude_artigos_vida-simples-uma-excelente-maneira-de-desacelerar_1-cozinhar-mais-1024x427.jpg 1024w, https://simplifique-ser.com/wp-content/uploads/2020/05/simplifique-ser_psicologa-manuela-lima_mais-leveza-mais-saude_artigos_vida-simples-uma-excelente-maneira-de-desacelerar_1-cozinhar-mais-768x320.jpg 768w, https://simplifique-ser.com/wp-content/uploads/2020/05/simplifique-ser_psicologa-manuela-lima_mais-leveza-mais-saude_artigos_vida-simples-uma-excelente-maneira-de-desacelerar_1-cozinhar-mais-719x300.jpg 719w" sizes="auto, (max-width: 1170px) 100vw, 1170px" /></p>
<h2>1 Cozinhar Mais</h2>
<p>Temos evitado pedir comida fora, com objetivo de evitar, ao máximo possível, contato com outras pessoas. Seja testando novas receitas ou congelando alimentos, para evitar o máximo possível de desperdício.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-44 aligncenter" src="http://localhost/_LYMP_WEB/simplifiqueser/wp-content/uploads/2020/05/simplifique-ser_psicologa-manuela-lima_mais-leveza-mais-saude_artigos_vida-simples-uma-excelente-maneira-de-desacelerar_2-virar-se-sozinho.jpg" alt="" width="1170" height="620" srcset="https://simplifique-ser.com/wp-content/uploads/2020/05/simplifique-ser_psicologa-manuela-lima_mais-leveza-mais-saude_artigos_vida-simples-uma-excelente-maneira-de-desacelerar_2-virar-se-sozinho.jpg 1170w, https://simplifique-ser.com/wp-content/uploads/2020/05/simplifique-ser_psicologa-manuela-lima_mais-leveza-mais-saude_artigos_vida-simples-uma-excelente-maneira-de-desacelerar_2-virar-se-sozinho-300x159.jpg 300w, https://simplifique-ser.com/wp-content/uploads/2020/05/simplifique-ser_psicologa-manuela-lima_mais-leveza-mais-saude_artigos_vida-simples-uma-excelente-maneira-de-desacelerar_2-virar-se-sozinho-1024x543.jpg 1024w, https://simplifique-ser.com/wp-content/uploads/2020/05/simplifique-ser_psicologa-manuela-lima_mais-leveza-mais-saude_artigos_vida-simples-uma-excelente-maneira-de-desacelerar_2-virar-se-sozinho-768x407.jpg 768w, https://simplifique-ser.com/wp-content/uploads/2020/05/simplifique-ser_psicologa-manuela-lima_mais-leveza-mais-saude_artigos_vida-simples-uma-excelente-maneira-de-desacelerar_2-virar-se-sozinho-566x300.jpg 566w" sizes="auto, (max-width: 1170px) 100vw, 1170px" /></p>
<h2>2) Aprender a ser autossuficiente/ Vira-se mais sozinho (a)</h2>
<p>Em canais do YouTube e no próprio Google há diversos tutoriais (melhor ainda, gratuitos) ensinando tudo que uma pessoa precisa. Pequenos reparos, como cuidar do cabelo (estou aproveitando, já que o meu é crespo), exercícios físicos&#8230; Claro que costumamos pagar serviços (e isso é importante para a economia) para otimizar o tempo, mas agora é imprescindível ficarmos em casa o máximo possível. Sem falar que é ótimo para espantar o tédio (por mais que se ame séries e filmes, ninguém aguenta Netflix o dia todo, todos os dias.).</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-47 aligncenter" src="http://localhost/_LYMP_WEB/simplifiqueser/wp-content/uploads/2020/05/simplifique-ser_psicologa-manuela-lima_mais-leveza-mais-saude_artigos_vida-simples-uma-excelente-maneira-de-desacelerar_3.jpg" alt="" width="1170" height="468" srcset="https://simplifique-ser.com/wp-content/uploads/2020/05/simplifique-ser_psicologa-manuela-lima_mais-leveza-mais-saude_artigos_vida-simples-uma-excelente-maneira-de-desacelerar_3.jpg 1170w, https://simplifique-ser.com/wp-content/uploads/2020/05/simplifique-ser_psicologa-manuela-lima_mais-leveza-mais-saude_artigos_vida-simples-uma-excelente-maneira-de-desacelerar_3-300x120.jpg 300w, https://simplifique-ser.com/wp-content/uploads/2020/05/simplifique-ser_psicologa-manuela-lima_mais-leveza-mais-saude_artigos_vida-simples-uma-excelente-maneira-de-desacelerar_3-1024x410.jpg 1024w, https://simplifique-ser.com/wp-content/uploads/2020/05/simplifique-ser_psicologa-manuela-lima_mais-leveza-mais-saude_artigos_vida-simples-uma-excelente-maneira-de-desacelerar_3-768x307.jpg 768w, https://simplifique-ser.com/wp-content/uploads/2020/05/simplifique-ser_psicologa-manuela-lima_mais-leveza-mais-saude_artigos_vida-simples-uma-excelente-maneira-de-desacelerar_3-750x300.jpg 750w" sizes="auto, (max-width: 1170px) 100vw, 1170px" /></p>
<h2>3) Ter menos coisas e usar os produtos até o final</h2>
<p>Antes da quarentena, eu já havia conversado com a minha família sobre meu interesse em uma vida mais frugal. Percebi que o acúmulo de coisas estava contribuindo para aumentar a minha ansiedade. Sou o tipo de pessoa que não gosta de ver nada fora do lugar e, particularmente, não gosto de ficar procurando nada quando estou com pressa. Por essa razão (organização), decidi diminuir o número de coisas que possuo.</p>
<p>Não, não estou falando de dar uma de Marie Kondo ou ter apenas 33 peças de roupas, mas ver o que funciona para o seu dia a dia, mentalmente falando. Eu costumava acumular algumas coisas meramente por achar bonito. Maquiagem é uma delas. Ainda tenho um número elevado de batons, por exemplo, mas agora estou fazendo o exercício de tentar aproveitar ao máximo o que tenho. Acabou ou venceu? Reflito se realmente preciso repor ou não aquele item (a maioria das respostas têm sido negativas).</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-49 aligncenter" src="http://localhost/_LYMP_WEB/simplifiqueser/wp-content/uploads/2020/05/simplifique-ser_psicologa-manuela-lima_mais-leveza-mais-saude_artigos_vida-simples-uma-excelente-maneira-de-desacelerar_4.jpg" alt="" width="1170" height="468" srcset="https://simplifique-ser.com/wp-content/uploads/2020/05/simplifique-ser_psicologa-manuela-lima_mais-leveza-mais-saude_artigos_vida-simples-uma-excelente-maneira-de-desacelerar_4.jpg 1170w, https://simplifique-ser.com/wp-content/uploads/2020/05/simplifique-ser_psicologa-manuela-lima_mais-leveza-mais-saude_artigos_vida-simples-uma-excelente-maneira-de-desacelerar_4-300x120.jpg 300w, https://simplifique-ser.com/wp-content/uploads/2020/05/simplifique-ser_psicologa-manuela-lima_mais-leveza-mais-saude_artigos_vida-simples-uma-excelente-maneira-de-desacelerar_4-1024x410.jpg 1024w, https://simplifique-ser.com/wp-content/uploads/2020/05/simplifique-ser_psicologa-manuela-lima_mais-leveza-mais-saude_artigos_vida-simples-uma-excelente-maneira-de-desacelerar_4-768x307.jpg 768w, https://simplifique-ser.com/wp-content/uploads/2020/05/simplifique-ser_psicologa-manuela-lima_mais-leveza-mais-saude_artigos_vida-simples-uma-excelente-maneira-de-desacelerar_4-750x300.jpg 750w" sizes="auto, (max-width: 1170px) 100vw, 1170px" /></p>
<h2>4) Praticar a solidariedade/ Tentar conectar-se mais com as pessoas</h2>
<p>O tema do TCC que apresentei como requisito para finalizar a minha pós-graduação, exatamente há um ano, foi o vício das pessoas em internet (falarei mais sobre isso futuramente). Mas quem diria que nossa vida mudaria tanto, a ponto de praticamente todo o contato humano precisar ser feito através de celulares e outros gadgets? Parece assustador que, o que antes era prazeroso, tornou-se uma grande necessidade.</p>
<p>Nesse sentido, é importante fazer uso da tecnologia de forma saudável, até para que ela não se torne um gatilho de ansiedade e estresse. Não fique acompanhando tudo que sai em todos os canais (WhatsApp, notícias da internet, televisão, amigos, familiares…). Escolha somente uma fonte de informação e limite-se a ela. E reflita: Precisa ser todos os dias?</p>
<p>Use a tecnologia a seu favor, converse mais com as pessoas. Sabe aquele seu primo que você não vê há tempos, e está enfrentando a quarentena sozinho, pois não vive com ninguém? Ligue para ele, faça uma videochamada&#8230; Vai ser bom para ele e para você também, dar umas risadas&#8230;</p>
<p>Coloque-se no lugar do outro, tenha empatia. Veja se algum parente ou conhecido (principalmente se for mais velho e/ou do grupo de risco) precisa de algum tipo de auxílio.</p>
<p>Resgatar os nossos hábitos antigos e praticar a solidariedade podem ser o caminho para reencontrar algo que estávamos esquecendo dentro de nós… Eliminando o que não é importante, as escolhas e abnegações começam a fazer sentido.</p>
<p>O post <a href="https://simplifique-ser.com/artigos/vida-simples-uma-excelente-maneira-de-desacelerar/">Vida Simples: Uma excelente maneira de desacelerar</a> apareceu primeiro em <a href="https://simplifique-ser.com">Simplifique-Ser</a>.</p>
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