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	<title>Arquivos autoconhecimento - Simplifique-Ser</title>
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	<description>Mais leveza, mais saúde.</description>
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		<title>Sobre padrões de Beleza (Tóxica)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Manuela Lima]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 31 Aug 2021 23:21:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ansiedade]]></category>
		<category><![CDATA[autoconhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Minimalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde mental]]></category>
		<category><![CDATA[Vida simples]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quando eu era criança, na década de 80, o padrão de beleza era ser loira, alta, e ter o cabelo liso. Não por acaso, a maioria das apresentadoras infantis seguiam esse padrão. Eu mesma adorava a Xuxa. Também achava as Paquitas lindas. Mas eu nunca tive a pretensão de ser como elas. Vovó Hermínia era &#8230; <a href="https://simplifique-ser.com/artigos/sobre-padroes-de-beleza-toxica/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Sobre padrões de Beleza (Tóxica)</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-245" src="https://simplifique-ser.com/wp-content/uploads/2021/08/Cabelo-e1630451860157.jpg" alt="" width="1015" height="397" /></p>
<p>Quando eu era criança, na década de 80, o padrão de beleza era ser loira, alta, e ter o cabelo liso. Não por acaso, a maioria das apresentadoras infantis seguiam esse padrão. Eu mesma adorava a Xuxa. Também achava as Paquitas lindas.</p>
<p>Mas eu nunca tive a pretensão de ser como elas. Vovó Hermínia era uma mulher negra. Dela eu herdei alguns traços físicos como meu cabelo crespo e o formato de meu nariz. Sempre fui uma criança baixinha (e não desenvolvi muito minha estatura ao longo dos anos). Também era dentuça como a Mônica do Maurício de Souza (isso me rendeu uns bons anos de aparelho e tratamentos dentários). Então, quem era eu para ter pretensão de ser uma Paquita? Muitas meninas sonhavam com isso (até descoloriam o cabelo), mas eu não.</p>
<p>Achei fantástico quando surgiram na TV a Mara Maravilha (outra das minhas apresentadoras favoritas na época) e o Sérgio Mallandro. Uma mulher morena, com cabelo escuro (até fez um clipe caracterizada como índia). Um homem (e vamos dizer que ele não estava bem nos padrões de beleza masculinos da época, mas tinha uma personalidade fantástica). Não sabia na época, mas dentro de mim já havia uma inquietude que já me fazia questionar algumas coisas, mesmo que a criança que eu era não tinha consciência plena disso.</p>
<p>Eu sofri Bullying na escola, por vários anos. Meninos me chamavam de feia. Mas eu não ligava. Nem quando eu tive que usar um aparelho que parecia um capacete (o crescimento da minha mandíbula não acompanhava o resto do meu esqueleto, a minha idade). Isso em uma cidade pequena no Amazonas foi um fenômeno (final da década de 80. Espalharam um boato pitoresco, em que eu usava aquele equipamento porque supostamente havia sofrido um acidente de carro e quebrado a minha cabeça. Agora a cereja do bolo: Meus pais teriam morrido nesse alegado acidente. Além de tudo, eu era uma pobre orfã de cabeça quebrada. Coitada.</p>
<p>Felizmente, graças à boa educação dos meus pais, e acredito que por felizmente na época não existirem redes sociais, segui o tratamento com rigor e com sucesso. Não importava as críticas, eu sabia que teria benefícios a longo prazo.</p>
<p><img decoding="async" class="wp-image-246 aligncenter" src="https://simplifique-ser.com/wp-content/uploads/2021/08/Paquitas.jpg" alt="" width="528" height="358" srcset="https://simplifique-ser.com/wp-content/uploads/2021/08/Paquitas.jpg 500w, https://simplifique-ser.com/wp-content/uploads/2021/08/Paquitas-300x203.jpg 300w, https://simplifique-ser.com/wp-content/uploads/2021/08/Paquitas-442x300.jpg 442w" sizes="(max-width: 528px) 100vw, 528px" /></p>
<p>A única resistência que eu tinha, até meus 30 anos, era em relação ao meu cabelo. Ele é crespo (3B-3C). Quando eu tinha por volta de 9 ou 10 anos, minha mãe começou a alisar meu cabelo. Ela não fez por mal, era a moda da época.</p>
<p>Cabelo crespo sempre foi considerado feio, de pobre. Mesmo a pessoa tendo a pele clara, como é meu caso. Executivas não tinham cabelo crespo. Até atrizes, como Taís Araújo e Juliana Paes, tinham que alisar o cabelo se queriam um espaço na televisão. Há relatos, ainda hoje, de pessoas que não conseguiram uma vaga de emprego por causa do cabelo. E isso é deprimente, para dizer o mínimo.</p>
<p>Confesso que eu era uma criança um tanto preguiçosa, sempre odiei pentear meu cabelo. Porque dói às vezes (acredito que tenha sido por isso que mamãe me levava para alisar). Às vezes dá nó, uma das minhas últimas aquisições foi um pente elétrico desembaraçador (Ebay). Vou testar e depois conto.</p>
<p>Mas mesmo assim, decidi voltar a usar meu cabelo natural. Era dinheiro demais (alisamento). E eu perdia praticamente o dia todo no salão. Fora os tratamentos revolucionários, como passar óleo no cabelo e pranchar (o que rendeu ferimentos no meu couro cabeludo), produtos com mau cheiro e que me faziam tossir ou passar calor, entre outros eventos.</p>
<p>Decidi passar pela transição capilar. Houve um período de feiúra, onde eu ia trabalhar somente com o cabelo preso. Depois cortei o cabelo bem curto (mais críticas, pois não seria &#8220;feminino o suficiente&#8221;). Foi um processo de 3 anos, mas valeu muito a pena. Estou muito mais saudável e gosto muito mais da minha aparência.</p>
<p>Então, um conselho: Se ame como você é. Que prevaleça sua vontade e não a cobrança dos outros. O mundo sempre apontará defeitos. Não adoeça por isso.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Cringe: A nova &#8220;modinha&#8221; da Internet</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Manuela Lima]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 01 Jul 2021 17:10:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[autoconhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Vida simples]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Essa semana fiquei sabendo da nova gíria entre os &#8220;xóvens&#8221; (a chamada Geração Z), para definir pessoas da minha faixa etária: Cringe. Eu, como boa Millenial, já comecei a tirar sarro imediatamente. Desculpa, sociedade. Mas quem viveu a época sabe como era nosso senso de humor. Não  tinha essa de ficar &#8220;cancelando&#8221; as pessoas. E &#8230; <a href="https://simplifique-ser.com/artigos/cringe-a-nova-modinha-da-internet/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Cringe: A nova &#8220;modinha&#8221; da Internet</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Essa semana fiquei sabendo da nova gíria entre os &#8220;xóvens&#8221; (a chamada Geração Z), para definir pessoas da minha faixa etária: <strong>Cringe</strong>.</p>
<p>Eu, como boa Millenial, já comecei a tirar sarro imediatamente. Desculpa, sociedade. Mas quem viveu a época sabe como era nosso senso de humor. Não  tinha essa de ficar &#8220;cancelando&#8221; as pessoas. E olha que Bullying existia sim. Sei bem o que é ser uma adolescente nordestina recém-chegada em São Paulo nos anos 90 (até hoje escuto algumas coisas sobre meu sotaque). Mas, mesmo assim, considero que as coisas se resolviam de uma forma mais leve, se compararmos com hoje.</p>
<p>Como uma pessoa semi-idosa, rumo à terceira idade, como os meninos de hoje pensam (risos), fui educada para respeitar os mais velhos. Não é sermão, gente. Apenas existem coisas que considero desnecessárias. E ficar criando apelidos em inglês, como se não fôssemos descobrir, é risível (mais uma vez, desculpa a sinceridade). Foi a minha geração que inventou a Internet, onde vocês fazem suas dancinhas de Tik Tok, realmente não nascemos ontem.</p>
<p>As coisas que vocês consideram <strong>cringe</strong>,  ou <strong>brega</strong>, ou <strong>mico</strong>, fizeram a felicidade de muitas pessoas na minha adolescência. E ainda fazem, pois é natural do ser humano ser saudosista. &#8220;Friends&#8221; e &#8220;Seinfeld&#8221; foram meus seriados favoritos. Como eu não podia pagar TV à Cabo, sempre que ia para casa (faculdade). gravava uma fita cassete para assistir nas semanas em que não ia visitar meus pais (tempo + grana curta). O que mudou é que hoje o acesso à internet é facilitado, financeiramente falando.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-228" src="https://simplifique-ser.com/wp-content/uploads/2021/07/moca.jpeg" alt="" width="828" height="370" srcset="https://simplifique-ser.com/wp-content/uploads/2021/07/moca.jpeg 828w, https://simplifique-ser.com/wp-content/uploads/2021/07/moca-300x134.jpeg 300w, https://simplifique-ser.com/wp-content/uploads/2021/07/moca-768x343.jpeg 768w, https://simplifique-ser.com/wp-content/uploads/2021/07/moca-671x300.jpeg 671w" sizes="(max-width: 828px) 100vw, 828px" /></p>
<p>&#8220;Friends&#8221; ainda é legal. Basta assistir lembrando que foi algo de outra época, nós (sem exceção) estamos evoluindo. Vi alguns questionamentos raivosos de jovens na faixa dos 20 anos a respeito dos personagens, mas não vou entrar nesse mérito aqui. Já sentei com meus pais e assisti vídeos da década de 70 e achei muito bons (apesar da diferença gritante na tecnologia, obviamente). Um dos meus interesses de estudo é a História, acabo vendo esses seriados e filmes como uma espécie de documentário, pois nos dão uma ideia de como as pessoas viviam no passado, quais eram as crenças da época. E, com isso, ter a oportunidade de ver que muita coisa mudou, não necessariamente para melhor ou para pior (depende do contexto).</p>
<p>Há uma frase antiga que fala que o estudo da História (de diversas fontes) pode nos ajudar a não repetir os erros do passado. Outro dia eu vi um documentário sobre a <strong>Gripe Espanhola</strong>, a pandemia que assolou o mundo há um século atrás. Com exceção do nosso acesso à internet e a possibilidade de desenvolver uma vacina em um prazo relativamente curto, estamos lidando com o vírus da mesma forma que as pessoas daquela época lidaram. E isso, ao meu ver, é um grande problema.</p>
<p>Então, antes de apelidar algo de <strong>cringe</strong>, ou outro nome em inglês que queira inventar, reflita sobre a importância que algo possa ter, embora seja algo aparentemente banal, feito a princípio para entretenimento. Quando vejo as pessoas querendo cancelar Monteiro Lobato ou implicando com programas de TV de 20 anos atrás, fico preocupada. Quem dera se pudéssemos apagar o racismo, o machismo, o Holocausto, entre outras situações horríveis, simplesmente declarando que são <strong>cringe</strong>. Mas, infelizmente, não é assim que a vida real funciona.</p>
<p>Penso que ficar buscando conflitos de gerações é um grande desperdício de energia. Os jovens são o futuro do país. Porém os mais velhos é que estruturam as bases para que eles realizem seus planos e desejos. É uma relação de duas vias, e por essa razão faz-se necessário o respeito mútuo. Além disso, o que é considerado &#8220;legal&#8221; hoje (qual é o termo da geração Z para isso?), será considerado <strong>cringe</strong> amanhã. Ninguém escapa da mão do tempo. E, como diz minha mãe, a outra alternativa (não ter a possibilidade de envelhecer), essa ninguém quer.</p>
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